Ameaça de Greve: Governo zera impostos do diesel para evitar paralisação de caminhoneiros
Temendo um colapso no abastecimento em ano eleitoral, presidente Lula anuncia pacote para reduzir o preço nas bombas em até R$ 0,64. Entenda o que muda.
O fantasma de uma nova greve dos caminhoneiros fez o Palácio do Planalto agir rápido. Nesta quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o governo federal vai zerar os tributos federais sobre o diesel.
A decisão drástica ocorreu após o governo receber alertas graves sobre o risco iminente de paralisações da categoria em várias regiões do país, incluindo as principais rotas de escoamento agrícola em Goiás e no Centro-Oeste.
O Pacote para Baixar o Preço nas Bombas
A instabilidade no mercado internacional, agravada pela guerra no Oriente Médio e pelas tensões envolvendo o governo dos Estados Unidos de Donald Trump, fez a volatilidade do petróleo disparar. Para blindar o mercado interno, o pacote desenhado pela Casa Civil e pelo Ministério da Fazenda prevê:
- Corte total do PIS e da Cofins sobre o diesel.
- Pagamento de subvenção direta a produtores e importadores.
- Objetivo final: Reduzir em cerca de R$ 0,64 o preço do litro de combustível direto na bomba para o consumidor final.
Aumentos Abusivos sob Investigação
Apesar de a Petrobras não ter anunciado reajustes oficiais em suas refinarias, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) acendeu o sinal vermelho na última quarta-feira (11). A entidade relatou que distribuidoras e postos já estavam repassando aumentos pesados para os motoristas.
De acordo com relatos do setor, os repasses recentes variam bastante pelo país:
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- Brasília (DF): Alta de R$ 0,20 por litro.
- Rio Grande do Sul (RS): Reajuste de até R$ 0,62.
- Rio Grande do Norte (RN): Disparada de até R$ 0,75 no litro.
Diante disso, a Secretaria Nacional do Consumidor e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) foram acionados para investigar se os postos estão cometendo prática abusiva e coordenando preços de forma ilegal. Vale lembrar que cerca de 30% do diesel consumido no Brasil hoje é importado, o que deixa o país vulnerável às refinarias privadas que seguem a cotação internacional.
O Trauma de 2018
A agilidade do governo em zerar os impostos tem um motivo claro: evitar a repetição do caos de maio de 2018. Na época, durante a gestão de Michel Temer, a greve dos caminhoneiros durou cerca de dez dias, travou rodovias pelo país inteiro e causou um desabastecimento histórico de combustíveis, alimentos e insumos médicos. Em ano eleitoral, uma crise desse tamanho é o maior pesadelo de qualquer governo.
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